sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Família da Época Pós-moderna



Por Rev. Hernandes Dias Lopes
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder a sua identidade? Quero sugerir algumas decisões.

Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grandes erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.
Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.
Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.
Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nossos relacionamentos com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!


http://www.hebert.com.br/2012/05/familia-da-epoca-pos-moderna.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

PEQUENAS DECISÕES



A única diferença que existe entre um dia bom e um dia mal está na atitude.  Neil Eskelin


Você está hoje vivendo a vida que decidiu viver? A resposta é SIM! A razão para isso é que aquilo que você é, tem e faz é resultado das decisões que você já tomou. Se hoje você está onde está, isso acontece em virtude daquilo que você decidiu fazer. 
Eis aqui uma fatalidade na vida: a sua vida é determinada por suas decisões. Você pode se decidir a sentar na sua poltrona e passar a noite toda assistindo à TV, ou pode investir nesse tempo enriquecendo a sua mente com a leitura de um bom livro ou o aprendizado de uma nova habilidade. Você pode resolver anestesiar seus sentidos com drogas e álcool ou, pelo contrário, manter seu corpo em boa forma mediante exercícios regulares e uma alimentação sábia. Você, ao participar de uma festa, pode se isolar num canto, ou usar essa oportunidade para conhecer pessoas interessantes e trocar ideias e experiências com elas. 
Curiosamente, as coisas importantes na vida não são necessariamente as grandes. É o efeito acumulativo de pequenas decisões que faz a grande diferença. Essas pequenas decisões estão diariamente à sua frente, à espera de uma iniciativa sua. Em última análise: são essas decisões, e não o acaso que determinam seu destino.
Nélio Da Silva

Para Meditação:
O pecado do homem mau o apanha na sua própria armadilha, mas o justo pode cantar e alegrar-se. Provérbios 29:6
créditos  www.encorajamento.com

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O PERDÃO MÚTUO – Efésios 4.32




Prezados irmãos e leitores.
         Na cruz, Jesus deu-nos o exemplo de perdoando unilateralmente, os seus algozes. Ninguém solicitou perdão, mas ele o ofereceu gratuitamente. Da mesma forma, devemos perdoar os que nos ofendem, pois muita vez o fazem sem saber o mal que isso poderá acarretar a nós. O apóstolo Paulo escreveu: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou” (Ef 4.32). Na continuidade do texto, Paulo afirma: “sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Ef 5.1-2). Será que estamos imitando a Jesus na área do perdão? Temos amado como Ele nos amou? Temos nos entregado uns aos outros em amor? Pense nisso
         Jesus ensinou que o generoso e constante perdão dos nossos pecados deve ser o resultado natural de nossa compreensão do perdão que Deus estendeu a nós. Pessoas perdoadas devem perdoar pessoas.
         Na oração do Pai Nosso Jesus nos ensinou a orar: “Perdoa as nossas dívidas, assim  como nós temos perdoados os que nos devem” (Mt 6.12). Ele estava dizendo: “assim como você recebe o perdão de Deus pelo mal que fez, não se esqueça de estender esse mesmo perdão para os outros que tenham feito mal a você.” Uma coisa está ligada à outra. Isso é importante, porque muitas vezes buscamos encontrar algo perfeito. Queremos o marido perfeito, a esposa perfeita, a igreja perfeita, os amigos perfeitos, os filhos perfeitos. Mas não encontramos a perfeição, porque as pessoas que esperamos serem perfeitas são como nós. Elas são falhas. Nós todos somos. Temos de reconhecer que pecamos e que as pessoas também pecam contra nós. Devemos perdoa-las como nós fomos perdoados.
         Certa vez um homem disse ao grande pregador John Wesley: “eu nunca perdôo e nunca esqueço”. Wesley respondeu, dizendo: “Bem, senhor, eu espero então que você nunca peque”. Você está disposto(a) a ser julgado(a) da mesma forma como julga os outros? Deus não nos trata da maneira como geralmente tratamos os que nos ofendem. Ele está disposto a perdoar e a esquecer. E nós também devemos estar. Caso contrário, ficaremos ligados a quem nos ofende e impedimos Deus de tratar com essa pessoa.
         Há muita gente amargurada no seio da Igreja do Senhor, porque não entendeu o verdadeiro sentido do perdão. Perdoar não é uma opção; é uma ordenança de Jesus. Aos crentes de Colossos, Paulo afirmou: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem.Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13).
         Oro por você, querido(a) irmã(o), para que seja verdadeiro(a) seguidor(a) de Jesus, tomando-O como exemplo para sua vida de crente. Todos nós temos dificuldades em perdoar. O Senhor Jesus porém, nos capacita para faze-lo, quando nos entregamos a Ele sem reservas e solicitamos a Sua ajuda. Experimente perdoar como Jesus! Sua vida será outra!
         Com sinceros votos de bênçãos, seu pastor e amigo. Clóvis