segunda-feira, 18 de junho de 2012



"Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos..."
(Atos dos Apóstolos 9.27a)

As pessoas reconhecem que vivemos num tempo marcado pela violência e permanente desconfiança. As aproximações acontecem vagarosamente e o medo se evidencia quando muitas pessoas que afirmam o desejo de estar ao nosso lado, se mostraram agressivas e numa posição absolutamente oposta.

Paulo foi alguém que, a partir de suas convicções, perseguiu insistentemente homens e mulheres que seguiam a Jesus. Os discípulos do Senhor experimentaram a dor e a morte através de suas mãos. O nome e a presença de Paulo anunciavam a chegada da angústia e da separação.

O encontro com Cristo no caminho de Damasco mudaria sua história pessoal. Mais que isso, a conversão de Paulo poderia transformar o futuro de muitas famílias. Mas, quem acreditaria nos fatos relatados por ele? Quem estenderia a sua mão para receber aquele que transpirava ameaças contra a igreja?

Barnabé foi um homem que optou acolher. Como instrumento nas mãos de Deus, abriu-se para receber Paulo. Correu riscos. Certamente enfrentou oposições. Dispôs seu coração e rompeu barreiras para acreditar que os céus podem fazer muito mais do que imaginamos. Preconceitos, estigmas e temores foram deixados para trás.

A atitude deste homem é mais que um convite ao acolhimento. Na verdade, Deus através de Barnabé nos convoca a refletir sobre o significado de seu gesto, pois é preciso que cada vez mais estejamos dispostos a receber todas as pessoas e acreditar que o outro pode e deve ser instrumento da missão de Deus para iluminar caminhos das pessoas nesta geração.

Sejamos como Barnabé. Abramos os braços, sempre!
Deão Sérgio Andrade
Catedral Anglicana da SS Trindade - Recife

segunda-feira, 11 de junho de 2012

UM FUTURO MELHOR



Há uma palavra que Deus concedeu à humanidade de maneira especial: esperança!
A vida cristã está fundamentada na esperança. Sem ela, o que somos e fazemos perde a razão de ser. Desorientados, poderemos seguir por caminhos perigosos e repletos de desistência, amargura e dor. A única alternativa viável acontece quando a esperança habita nosso coração e nos enche de possibilidades e vislumbres, ainda que as últimas notícias estejam permeadas de pessimismo e derrota
No principio do ano somos convidados a ouvir o que Deus quer nos dizer. Carinhosamente, Ele se aproxima e nos diz que há muitas lições sobre a palavra esperança.
Em primeiro lugar, devemos aprender que a esperança é fruto da experiência decorrente da perseverança daqueles que enfrentaram a tribulação; ou seja, a esperança é uma atitude que marca homens e mulheres que, ao longo do tempo, foram forjados pela vida e pelas circunstâncias. Com o passar dos dias, eles e elas aprenderam que não devemos deixar a esperança de lado, pois é ela quem nos move para o futuro (Romanos 5.4).
Em segundo lugar, aprendemos que a esperança é uma verdade clareadora que nos acompanha quando enfrentamos dificuldades (Romanos 5.5). Graça divina concedida aos seus filhos e suas filhas, a esperança não confunde, antes nos tranqüiliza e orienta, a fim de que estejamos preparados para que vier.
Finalmente, podemos dizer que nossa esperança está firmada em Cristo, razão de nossa vida e morte. Sua vida, sua palavra e suas atitudes nos remetem a crer que o futuro será melhor. Sem ufanismos, acreditamos amadurecidamente que nEle somos e seremos mais que vencedores.

Rev. Sérgio Andrade
Deão da Catedral Anglicana da Santíssima Trindade - Recife - PE

sexta-feira, 8 de junho de 2012

FESTAS JUNINAS - Salmo 115.1-9




Prezados irmãos e leitores, A era atual, denominada “Pós modernidade”, é conhecida como a era da confusão, quando as pessoas olham para um determinado quadro e tiram conclusões, as mais diversas. Paulo recomendou ao seu discípulo Timóteo: (1Tm 4.1-5), para não dar confiança a esse tipo de pensamento. Nos dias de hoje as pessoas confundem o  sagrado com o profano e muitos líderes têm perdido o senso de santidade e firmeza de fé, para não perderem posições sociais e terem estatísticas de grandes comunidades que os seguem. Desde o Antigo Testamento já havia advertências nesse sentido. “Eu vos introduzi numa terra fértil, para que comêsseis o seu fruto e o seu bem; mas, depois de terdes entrado nela, vós a contaminastes e da minha herança fizestes abominação. Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.7-8).Neste mês de junho, conforme tradição da religião da maioria   festeja-se três “santos”, com a finalidade de angariar lucros através de leilões e quermesses. São eles: Santo Antônio, dia 13; São João, dia 23 e São Pedro, dia 29. Muitas instituições religiosas como:  escolas, creches e até mesmo igrejas, compactuam com isso,    havendo até forró “evangélico” e “quadrilha evangélica”. Não podemos andar em jugo desigual com os incrédulos (2Co 6.14), não podemos misturar o precioso com o vil, o sagrado com o profano (Jr 15.19). Tomemos cuidado. Paulo disse: “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11). Não podemos entrar na fôrma do mundo. Atualmente isso se chama “secularização”.Nós não precisamos de festas mundanas ou “secularizadas”, pois todo crente é “festeiro”, visto que, cada culto que prestamos a Deus, é uma festa. Os exemplos vêm de longas datas, a começar pela Igreja Primitiva, em Jerusalém, que fazia festa nas casas, no templo e nas praças. O ambiente festivo era tão cativante, que as pessoas se aproximavam apenas por observar aquele movimento. Antigamente cantava-se um cântico que dizia: “Estamos em festa com Jesus; ao céu vamos subir. E quando estivermos lá na glória, o Senhor é quem vai servir”. O refrão dizia: “Poderoso é nosso Deus, poderoso é nosso Deus. Ele salva, Ele cura; Poderoso é nosso Deus”. Precisamos reviver esses momentos. Outro cântico diz: “A alegria está no coração de quem já conhece a Jesus...”. É dever de todo crente viver alegre, festejando a alegria da salvação, porque no céu não haverá outra atividade a não ser festejar a Deus.Nós não precisamos nos render às festas mundanas, sejam elas juninas, julinas ou agostinas. Nós temos um Rei que merece mais do que festa. Merece o nosso louvor. E quando o fazemos de coração, Ele é glorificado e exaltado. Que cada um de nós ache momentos para festejar a Jesus em sua vida. Em vez de comidas e bebidas, festejemos a Deus, com manjares espirituais, que o próprio Senhor Jesus na nos comprou com Seu Sangue.Sejamos alegres e festejemos a Jesus em nosso coração: Clóvis.